VINICIUS DE MORAES: http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/
CECÍLIA MEIRELES:
http://www.suapesquisa.com/biografias/cecilia_meireles.htm
MÁRIO QUINTANA:
http://assisbrasil.org/joao/quintana.htm
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/carlos-drummond-de-andrade/carlos-drummond-de-andrade.php
PATATIVA DO ASSARÉ:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=634&Itemid=1
Este blog é um espaço que pretende mostrar uma pouco da minha experiência em sala de aula e promover uma interação entre alunos, pais,educadores e todos que desejarem compartilhar experiências desse universo que é a escola. Espero que este blog traga muitas informações importantes e pertinentes a todos. Naveguem à vontade.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Crônicas: a leitura do nosso dia a dia
Vimos que a crônica é
geralmente um texto curto que pode divertir o leitor ou levá-lo a refletir
criticamente sobre a vida e o comportamento humano. Na última aula nós lemos a crônica
Tatuagem de Moacyr Scliar que conta, entre outras coisas, que o amor pode surgir de uma situação bastante inusitada. Vamos relembrar essa
história? Leia a crônica abaixo e mostre que reflexão podemos fazer sobre ela.
A Tatuagem
( Moacyr Scliar)
Enfermeira inglesa de 78 anos manda
tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação
em caso de parada cardícaca.
Ela
não era enfermeira ( era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não
tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservadora. Mesmo assim,
decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da
notícia. O homem não comentou: Perguntou apenas o que era para ser tatuado.
Ele
apanhou um caderno e um lápis e dispô-se a anotar.
-”Em
caso de que eu tenha uma parada cardíaca” - ditou ela -, ”favor não proceder a
ressuscitação”.
Uma
pausa e continuou:
-”E
não procedam a ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo
está cheio de ingratos.”
Ele
continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais
coisas tatuasse, mais ganharia.
Ela
continuou falando. Agora voltava a sua infância pobre; falava no sacrifício que
fora para ela estudar. Contava do rapaz que conhecera num baile de subúrbio,
tão pobre quanto ela, tão esperançoso quanto ela. Descrevia os tempos de namoro,
o noivado, o casamento, o nascimento dos dois filhos, agora grandes morando em
outra cidade. Áquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como
terminaria a história: sem dúvida ela fora abandonada pelo marido, que trocara
por alguma mulher mais jovem e mais bonita. E antes que ela contasse sua
tragédia resolveu interrompê-la.
-Desculpe,
disse, mas para eu tatuar tudo que a senhora me contou, eu precisaria de mais
três ou quatro mulheres.
Ela
começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar
alguma coisa num bar ali perto.
Estão
vivendo juntos há algum tempo. E se dão muito bem. Ela sente um pouco de ciúmes
quando ele é procurado por belas garotas, mas sabe que isso é, afinal, o seu
trabalho. Álem disso, ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu
próprio peito. Nada de muito artístico, o clássico coração atravessando por uma
flecha, com o nome de ambos. Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se
sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse
vivendo uma nova, e muito melhor, existência.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
EDITORIAL
Olá pessoal,
Os perigos da
vaidade
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Percebemos
que, de uma forma geral, as pessoas esquecem ou deixam de lado a beleza natural
que existe em cada uma delas e passam a desejar a beleza pregada pela mídia.
Isso
tudo causa um conflito interno muito grande, principalmente nas mulheres, que
ficam obsecadas por dietas e cirurgias plásticas. Afinal, o padrão rechonchudo
do passado já era. A moda agora é ser magra.
É
difícil achar uma mulher que se sinta feliz plenamente com o seu corpo. A
maioria vê defeito nisso ou naquilo, quando não em tudo. Diante disso, encaram
as dietas mais malucas possíveis, obviamente que preocupadas em alcançar uns
quilinhos a menos na balança, e não com a saúde em si.
E
olha que dietas já não estão tão em alta. Ao menos não tanto quanto as
cirurgias plásticas.
Está
com um quilo ou dois acima do peso? Não está se sentido bem? Que academia que
nada. A onda é fazer lipoaspiração e ficar sarada sem muito esforço.
É
assim que as jovens de hoje em dia fazem. Crescem já pensando em fazer lipo e
colocar silicone.
Como
isso, querendo ou não, virou um comércio e tanto, é possível encontrar de tudo.
Profissionais e clínicas que se dizem capacitadas para fazer tais cirurgias,
mas que, na verdade, não estão no mercado preocupados em atender quem realmente
precisa, e dar a assistência necessária após as operações. Então, é muito
importante desconfiar daqueles pacotes completos, a preços acessíveis. O barato
pode custar caro. Quem sabe, até uma vida.
Uma
reportagem exibida no Fantástico, no domingo (20), chamou a atenção para o fato
de brasileiras estarem morrendo após fazer plástica mais barata em outros
países, como Paraguai, Argentina e Bolívia.
Na
matéria, foi citado o exemplo de uma jovem, de 27 anos, que pesava 58 quilos e
brilhava em concursos de beleza na cidade dela, no Mato Grosso do Sul, mas
queria um retoque no nariz, uma lipoaspiração e a colocação de próteses de
silicone no bumbum. Fez tudo isso em um único dia, em uma clínica em Cidade de
Leste, no Paraguai. Ficou apenas 24 horas em observação. Depois, mesmo se
queixando de fortes dores no corpo, foi liberada pelo médico. Já hospedada em
um hotel em Foz do Iguaçu, a jovem morreu de embolia pulmonar causada por uma
trombose na perna.
A
mãe não se conforma. Mas agora é tarde para se questionar se ela realmente
precisava passar pelo que passou. Esta aí a prova de que a vaidade deve, sim,
ter um limite.
Santa
Cruz de la Sierra, a maior cidade boliviana, é um dos destinos mais procurados.
A maioria das brasileiras escolhe as clínicas pela internet. Um médico usa um
site, em português, para fazer propaganda, prática condenada pelo Código de
Ética da Medicina. Infelizmente, a venda casada, proibida no Brasil, é comum
nos países vizinhos.
Esperamos
que estes casos de finais tristes sirvam para alertar as pessoas que beleza não
é tudo na vida. Aliás, que a vida pode chegar ao fim, quando a vaidade é maior
que o bom senso.
Está
na hora de refletir até que ponto o conceito de beleza mundial deve estar em
primeiro plano e a busca pelo corpo perfeito deve ser uma obsessão.
Está
na hora de dar um basta a esta sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas
e de jovens lipoaspirados e turbinados.
Gordura não é pecado mortal. Ruga não é
contravenção. Envelhecer pode, roubar não. Estria não é caso de polícia.
Celulite não é falta de educação.
Que
as pessoas possam rever seus conceitos. E que deixem de ser escravas da própria
imagem.
Seca na fiscalização
Ainda que seja prematuro tirar
conclusões definitivas com os dados disponíveis até o momento, é inegável que a
medida auxiliou na repressão ao costume, irresponsável, de dirigir sob forte
influência do álcool.
O tempo, no entanto, começa a pôr à
prova a nova lei. Como a Folha informou ontem, os últimos dados da Polícia
Rodoviária Federal indicam que está caindo progressivamente o ritmo de
diminuição de mortes na estrada, à medida que o impacto da medida se dissipa.
Se for confirmada ao longo dos próximos meses, a informação indicará um grande
retrocesso.
A lei, que vigora desde junho, prevê
limite de dois decigramas de álcool por litro de sangue, o mesmo que um copo de
chope. Acima disso, o motorista é multado em R$ 955, recebe sete pontos no
prontuário de motorista e tem o carro apreendido. A partir de seis decigramas,
a infração passa a ser considerada crime, e o motorista pode ser detido.
Apesar de seu caráter draconiano e
de conter aspectos incompatíveis com a Constituição, a lei seca é bastante
popular. Pesquisa do Datafolha mostra que, em São Paulo e no Rio, o índice de
aprovação é de 86%.
A aceitação não significa, no
entanto, que o diploma mude a realidade automaticamente. A experiência mostra
que não bastam novos instrumentos para mudar costumes enraizados. A lei anterior
já era rigorosa, mas jamais recebeu a atenção devida das autoridades a quem
cabia aplicá-la.
É provável que os novos dados da
Polícia Rodoviária Federal evidenciem, justamente, relaxamento na vigilância.
Ou o poder público entende a importância decisiva da fiscalização permanente,
ou a lei seca em pouco tempo vai tornar-se letra morta.
Folha
de S. Paulo – 24/09/2008
QUESTÕES
1. Faça uma análise sobre o tema
abordado no editorial “Os perigos da vaidade” comentando os trechos: “ a busca
pelo corpo perfeito pode virar uma obsessão” e “a vida pode chegar ao fim
quando a vaidade é maior que o bom senso.”
2. No editorial “Seca na fiscalização”
vimos que a lei seca vem auxiliando na repressão ao costume irresponsável de
dirigir alcoolizado. Dê a sua opinião sobre esse tema e aponte sugestões para
resolver ou amenizar o problema.
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