A ESCOLA
É incrível como o tempo passa depressa, eis que me lembro do
dia 13 de fevereiro de 2012 era uma segunda feira como todas as outra um dia
aparentemente normal em que fui pela primeira vez na escola com a minha mãe,
fazer uma visita pra conhecer o ambiente e confesso que a primeira impressão
não foi nada agradável. Era uma escola muito isolada do centro, cercada por mato,
na verdade parecia mais uma roça do que uma escola, totalmente diferente do que
eu imaginava. Fiquei surpresa, triste e angustiada, primeiramente por não ter
mais os meus colegas que me acompanharam desde o jardim de infância e também
pelo fato daquele ambiente não ser nada agradável.
Diante de tudo isso adiava o inicio das aulas como nunca
tinha feito isso, era uma tortura cada dia, cada hora que se passava, pois me
deixava mais próxima do inicio das aulas, não conseguia me enxergar no meio
daquela roca sem meus amigos, sem meus professores prediletos, e cada dia eu
tinha a certeza que havia sido um erro ir estudar lá. Comecei a me perguntar o
que aquele ambiente poderia me oferecer? Por que eu precisava estudar ali? Não
sabia responder mais eu acreditava que nada ali poderia valer o esforço de ter
que freqüentar aquele ambiente.
Eis que o dia nada esperado chegou, lembro-me como se fosse
hoje. Logo imaginei que não seria fácil fazer amizades, talvez porque minha
timidez fosse maior que o desejo de conquistar amigos, mas uma coisa é certa:
eu queria amigos, amigos verdadeiros, que estivessem sempre comigo,
independente da situação e, além disso, conseguissem me tirar da solidão e
agonia gerada pela minha timidez, acreditava que fosse impossível gostar daquele
ambiente e cheguei varias vezes a chorar e pedir a minha mãe que me tirasse
daquela escola que eu acreditava ser uma prisão.
Após algum tempo encontrei amigos e me acostumei com a escola, eles me fizeram esquecer aquela primeira impressão e começar a desejar que os finais de semana passassem como um passe de mágica. E hoje posso dizer o quão importante é a amizade na vida de qualquer pessoa. Será que os amigos são realmente anjos colocados por Deus em nossas vidas? Não sei responder, mas sei que os meus amigos sempre me deram forças e, quando precisei, até choraram comigo. Mas riram muito também.
Após algum tempo encontrei amigos e me acostumei com a escola, eles me fizeram esquecer aquela primeira impressão e começar a desejar que os finais de semana passassem como um passe de mágica. E hoje posso dizer o quão importante é a amizade na vida de qualquer pessoa. Será que os amigos são realmente anjos colocados por Deus em nossas vidas? Não sei responder, mas sei que os meus amigos sempre me deram forças e, quando precisei, até choraram comigo. Mas riram muito também.
Tenho certeza de que cada palavra dita por eles, ou até mesmo
os sorrisos, choros de alegria e de tristeza, ficaram guardados em meu coração
e na minha memória, assim nunca irei esquecer nenhum momento vivido com eles,
ao meu lado.
Êmili Reis
Minha trajetória escolar
No inicio da
minha vida escolar eu via a minha escola como uma espécie de casa de terror, eu
só vivia chorando pelos cantos. Entretanto aos poucos fui me adaptando e
fazendo amizade com os colegas e professores.
Minha mãe me
levava todos os dias de manhã para a escola, porque se fosse por mim, ficaria
em casa e só acordava meio dia para almoçar e assistir desenho.
Eu morava
vizinha à escola, mas sempre chegava atrasada e por esse motivo meus colegas colocaram
meu apelido de Japão, pois eu morava tão perto e parecia tão longe.
Ao passar dos
tempos fui estudar em outra escola onde cursei o ensino fundamental II. Nessa
trajetória eu ia pra escola de ônibus onde já não precisava mais de minha mão
me acompanhar ate a escola. Aos poucos percebi então que eu já estava ficando
mocinha, mais sempre muito tímida, e sem muita amizade.
Certo dia
resolvi dar uma de rebelde, sai de casa com destino a escola, passando pela
casa de uma colega para irmos juntas. Mais no caminho desviamos, ao invés de
irmos para a escola fomos assistir jogo no ginásio, pensando que ninguém iria
descobrir que perdemos aula. Doce ilusão, pois uma das primeiras caras que
vimos foi justamente da expectora da escola que nos viu e nos dedurou para a
diretora. Rapidamente a direção entrou em contato com nossos pais comunicando o
não comparecimento nosso na escola. Foi ai que o bicho pegou, pois eu acabei
ficando de castigo a semana inteira.
No dia seguinte
compareci na escola com meus pais, onde a diretora foi falar da travessura
cometida por mim e saber qual foi o motivo que me levou a fazer isso, pois
sempre fui uma aluna exemplar, e que nunca fui de dar trabalho na escola. Mais
isso foi um incidente que nunca mais se repetiu.
Hoje estudo no
CETEP e curso o 3° ano do ensino médio. Nessa escola me identifico com o espaço
e as pessoas que convivo que para mim são pessoas adoráveis que considero como
minha segunda família. Gostaria de citar o nome de todos da minha turma, mais
com é uma crônica não dar para detalhar tudo, pois iria ser tantos elogios que
acabaria se tornando um livro.
Ana
Carla
Contrariando o ditado: Nem sempre a primeira impressão é a que fica!
Irecê, fevereiro de 2012, saindo do
fundamental e entrando no ensino médio, para alguns pode até parecer besteira,
normal, mas, para uma menina de 14 anos que deixou sua cidade, sua família para
estudar é um grande acontecimento, e uma grande mudança de fase.
A primeira segunda começou logo para dar as
“boas vindas’’ com assaltos, rua agitada, perigosa, enfim greve dos policiais,
MEDO!
O primeiro dia de aula:
Espera ansiosa, curiosidade para saber como
serão meus colegas, como será a escola, os professores, e com isso como serão
meus próximos quatro anos. No inicio dificuldade até mesmo para pegar o ônibus
certo, enfim, chegamos à escola. Comentários com Yanne :
-Nossa totalmente diferente do que eu
imaginava.
-Essas meninas parecem chatas, se acham!
E com toda convicção dizíamos:
-Acho que não consigo ficar nem um ano nessa escola.
E foi
assim o primeiro dia de aula e os seguintes também. Situações novas causas
estranheza, sensação de insatisfação, algumas vezes não correspondem com as
expectativas. Porém com o passar dos dias, semanas, meses, a gente vai
percebendo as surpresas do destino para cada um. Os chatos vão ficando legais,
logo engraçados, sua diversão. Com um tempo a gente vai percebendo que tem
muita coisa com as tais “meninas que se acham’’ e logo elas se tornam legais ,
em seguida amigas.
Então quando você menos espera, aquela sala
estranha do primeiro dia de aula passa a se tornar seu local de diversão, de
experiências inacreditáveis, de superação, um lugar onde a cumplicidade reina e
tem um especial para cada coisa:
Um bobo para te fazer sorrir no dia em que tudo
vai mal, um paciente para te escutar, um ombro amigo para chorar, alguém para
cantar, outro para tocar, outro ainda só para estudar.
E hoje no terceiro ano, percebi que para ser
bom não é preciso ser exatamente como a gente imagina, nem tudo é o que parece,
e principalmente que a sala “estranha’’ das primeiras semanas hoje representa
uma segunda família, que jamais poderá ser substituída e nunca esquecida, mesmo
que passem anos, décadas, enfim!
Com isso contrariando o ditado: Nem sempe a
primeira impressão é a que fica!
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